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Sunday, August 29, 2004

A Esperança de Filomena 

"Quero pedir-vos por favor que leiam esta minha mensagem até ao fim, independentemente de tudo. Chamo-me Filomena Moreira, tenho 33 anos, dois filhos lindos com 14 e 8 anos, o João Carlos e o Ruben Filipe e um marido maravilhoso a quem devo tudo. Infelizmente estou acamada ha mais de 2 anos devido a uma doença rara e incurável que me apareceu á cerca de 7 anos. Os "médicos" depois de estudarem tudo o que queriam, mandaram-me para casa com umas doses de morfina e nada mais...nunca mais quiseram saber de mim...não me conformei que nada mais havia a fazer e iniciei uma dura e longa luta pela vida, mas não foi fácil, muito menos por conta própria... Há cerca de 2 anos e pouco o meu estado era mesmo muito grave e pensei que de facto o meu momento final estava para muito breve... Mesmo assim não quis entregar-me tão facilmente e como tinha conhecimento que nos Estados Unidos esta doença estava a ser estudada há muitos anos, pensei em fazer uma pesquisa e entrar em contacto com alguém de lá. Como não tinha hipóteses de comprar um computador a pronto, o meu marido comprou-me este a prestações. Fiz pesquisas até não poder mais e quando parecia que ja nada era possível e eu já não tinha forças para mais...surgiu uma luz ao fundo do túnel...surgiu um novo e experimental tratamento...mas era demasiado caro para as nossas possibilidades e o nosso bom governo nem quis saber...
Perante o desespero de me verem quase a morrer, a minha mãe pensou em pedir uns empréstimos, pois o meu marido e eu não tinhamos rendimentos suficientes para isso, ela tb é reformada do Estado, mas tem a casa que é comprada, a minha mãe foi funcionária do Instituto Geográfico e Cadastral mais de 20 anos e o meu querido falecido Pai foi 30 e tal anos funcionário do Ministério da Justiça, na Direcção-Geral dos Serviços Prisionais. A minha mãe ficou sozinha há 4 anos e meio e como eu fui piorando e as despesas eram muitas, tivemos que vir viver com a minha mãe.
Depois de alguma espera lá conseguiu os empréstimos e eu consegui fazer o tratamento. As melhoras foram muito poucas, mas pelo menos tentei...hoje já estou arrependida, pois por causa de mim estamos numa situação desesperante...
Pensei em ir à tv pedir a ajuda dos portugueses, mas como era para pagar os empréstimos e não para o tratamento, não me ajudaram...só que os emprestimos foram para pagar o tratamento...fiquei desolada...
O meu marido na altura ainda tinha 2 empregos, um na whirlpool, na profissão dele, Electromecanico de Electrodomésticos e outro no Clube de Tiro de MOnsanto, noite sim noite não...ia dia sim dia não trabalhar sem sequer ter dormido...
Só que ate nisso tivemos azar, pois o meu marido tb é deficiente de uma perna, tem a bacia fixa e uma diferença de 12 cm de uma perna para a outra, o que lhe traz imensos problemas e dores, foi uma tuberculose óssea em criança...mas é um Grande Homem na mesma!
Ele deu uma grande queda e desde aí foi proibido pelo médico de exercer a profissão dele...hoje esta a tentar a reforma e continua no Clube, mas ganha pouco mais que 60 contos e eu tenho uma reforma de 30 contos que é para a farmácia...mas isso nós ja estamos habituados a viver com dificuldades...o pior foi que deixamos de conseguir pagar os cerca de 100 contos das prestações dos empréstimos, pois a minha mãe pediu, mas nós é que pagávamos, e ela agora não pode tb pagar por nós, pois já tem que nos ajudar em tudo o resto.
Com tudo isto neste momento ja temos cerca de 1000 contos em atraso dos 3000 contos que pedimos e agora estamos a um passo de perder esta casa que é o unico bem que a minh mãe tem.
Isto é horrivel...para onde vou eu assim doente??? e os meus filhos????? Por favor...ajudem-me... Se todos contribuirem com pouquinho que seja, talvez consigamos pagar esta divida e assim podermos dormir descansados...
Eu so quero poder partir em paz...saber que os meus meninos não ficam na rua...nada mais...o meu filho mais novo já esta a ter problemas por causa disto...ate ja tem uma consulta para peudopsiquiatria, pois este ano que passou nem à escola foi...entrava em pânico, com medo de chegar aqui e ja não termos casa...foi um grande problema...
Ajudem-me...com alguma contribuição, com mais endereços ou mesmo passarem tb esta mensagem, pois acredito que tenham bastantes conhecimentos, e ate se algum de vós tiver conhecimentos de advogacia, para nos eclarecerem se ha algo que possamos fazer para não perdermos a casa, nós nao podemos pagar a um advogado.
Ajudem-me... Nós ate ja sugerimos as financiadoras irmos pagando um pouquinho todos os meses, mas eles não aceitam... Estou desesperada...pioro a cada dia que passa...não sei se aguentarei muito mais....o Fernando tem tentado dar-me muita força e diz para eu nunca perder a Fé, que algo acontecerá...mas não é nada facil meus amigos...não desejo isto a ninguém...
Foi criada uma conta na Caixa Geral de Depositos apenas para este fim, com o NIB 03503960018333360070 o numero da conta é 0396 183333600 em nome de Carlos Jorge Aurélio Sarmento, todo o dinheiro que lá entrar será exclusivamente para pagar esta divida.
Ajudem-me por amor de Deus... O meu contacto é o 214962160 ou 914524082, moro na Rua Correia Teles nº20-8º-A, na Reboleira. Eu posso provar em como isto é verdade e podem sempre comunicar com o Fernando Girão, que agora é meu amigo tambem e é uma pessoa maravilhosa e de Bem. Até podem ca vir, a minha porta esta aberta.
Se ao menos me deixasssem dar a cara, para pedir a ajuda dos portugueses que são sempre tao solidários... Já nao sei o que fazer... Ajudem os meus filhos...se são Pais devem de calcular a dor que é ver os nossos filhos a sofrerem desta maneira...ajudem-me...pode ser com pouquinho... Penso que nao me esqueci de nada...estou tao n"
(via Púrpura Secreta)

Não se pode mudar o mundo, pois não. 

"(...)Não sei porque me tocou tanto a história da Filomena. Recebi o mail de amigos há dias. Hesitei. Finalmente telefonei-lhe, a Filomena desesperada de ajuda, coloca a sua morada, o seu telefone à mercê de todos nós, ajudem-me por favor. Venham a minha casa, se quiserem. Falo verdade, sinto-me só, estou doente, sem saber o que fazer. Não tenho pena da Filomena. Sinto solidadariedade com ela e desde ontem que não me sai da cabeça a sua história. Pouco mais nova que eu, portadora da doença de Chron diagnosticada numa fase avançada, falta-lhe o dinheiro para pagar o tratamento e poder criar dois filhos. Inesperadamente dei por mim a trocar números de telefone com ela, a comprometer-me interiormente comigo a, sendo verdade o que diz, ajudá-la. Já enviei a alguns de vós mails expondo o caso difícil que ela vive e há pouco eu e ela partilhámos uma imensa alegria quando ela me diz que tinha acabado de receber um telefonema do director de um jornal diário para uma entrevista.
Ponderei a hipótese de colocar aqui o mail, que a identifica completamente. Apesar das vantagens da divulgação por este meio, optei por preservar a sua privacidade nos blogs, libertando-a nos mails...dir-me-ão que é o mesmo, o mail circula livre por aí, pois é, mas acho preferível protegê-la um pouco.
Não podemos mudar o mundo, pois não. Mas acomodarmo-nos a essa ideia não nos imobilizará os movimentos, e não ficaremos, como dizia há pouco uma pessoa amiga, a secar de solidão e de impotência?
Isto tudo pode ser utopia, verdade ou mentira. Mas há coisas que são maiores que nós e o instinto não se explica. E se os blogs e as páginas pessoais servem para algo mais que para exibirmos o nosso belo umbigo, que sirvam também para fazer serviço público e, modestamente contribuir, não para mudar o mundo, mas para mudar o mundo de uma família.
Obrigada."
O texto é da Púrpura Secreta que me alertou para esta situação a necessitar da ajuda de todos nós!

Sunday, August 08, 2004

A luta de Inês * 


"Era Dezembro. O dia 25 em que os pais de Inês souberam que a filha tinha leucemia..."

> ler artigo

* retirado do blog de Madalena Santos



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